PENSAMENTO DO DIA

PENSAMENTO DO DIA: "Tô a fim de fazer compras. Alguém me arruma mais um par de braços?"

14 de mai. de 2011

Um deficiente no Metrô....


Pessoal, escolhi como tema de estréia do nosso Blog "Causos do BSouto" O METRÔ. O que para muitos é um tema comum, para um deficiente como eu há muitas histórias para contar acontecidas neste maravilhoso meio de transporte que cruza a cidade de São Paulo. 




Ahhhhhhhhhh... Não esqueça de responder a nossa Enquete (ali do lado Direito)....                                                                  

Você vai descer na Sé???


Como todo bom trabalhador honesto, preciso desembarcar na Estação Sé do metrô de segunda a sexta-feira mais precisamente às 19h...Venho pela linha azul e faço a baldeação na Sé para chegar ao Artur Alvim. Por questão de segurança, tenho que levantar do meu lindo "banco azul" uma Estação antes ou seja, na Liberdade me encaixo no "fluxo do desembarque" e vou....kkk Coitado!


Esses dias, fiquei de pé, me ajeitei segurando muletas, bolsa e ferro do metrô e uma senhora muuuuuuuuuuuuuuito simpática me pergunta: "Você vai descer na Sé"? quando respondi que "sim" a cara de desespero dela me amedrontou e me disse: Como?


Ahhhhhhhhhhhhhhh com minhas asas...kkk. Tenho um compartimento secreto que esconde um parzinho de asas quando necessário...kkk. ]


Por essas e por outras razões, classifico a estação Sé às 19h como um ser vivo chamado "Sénavolta" kkkk.

Como abordar um Deficiente?



A maioria das pessoas não sabe como tratar o deficiente. Parece até que estão prestes a entrar em contato com um ser alienígena recém-caído da nave mãe.Eu tenho deficiência física e me locomovo com a ajuda de muletas,sou jornalista, assistente de comunicação e usuário de transporte público. Já me peguei, em diversas situações, com medo de mim mesmo,só pela reação dos outros.
Você aí, leitor, deve ter pensado: “Ahh…tadinho dele! Além de tudo, sofre com o transporte público!” Não é só você que pensa dessa forma. Já encontrei muitos que agem assim. Recentemente, em uma estação de metrô na Zona Leste de São Paulo, fui perguntar para um dos “guardinhas” que fica monitorando a estação
Eu: Por favor, onde fica o elevador desta estação?
Funcionário: Você vai querer usar?
Eu: Acredito que sim…
Funcionário: Olha, até tem um elevador ali, mas está em construção ainda.
Aí eu pensei “Ahhhhhhhh… tudo bem! Eu sento ali no cantinho e espero a construção terminar, tenho certeza de que meu chefe irá me esperar também…”
Funcionário: Por quê? Você vai usar hoje?
Aí eu pensei “Nãããão! Eu vim aqui todo de social, pronto para trabalhar, só para saber em qual direção está o elevador (em construção)!”
Eu: Faz assim então, por favor,chame algum funcionário para me ajudar na escada rolante, creio que será mais rápido.
A maneira como se aborda uma pessoa com deficiência é de fundamental importância.Sinto que a maioria dos deficientes são agressivos em relação à ajuda oferecida pelo próximo, por supor que ele esteja duvidando de sua capacidade de fazer sozinho.
Como fazer então? Aproxime-se com educação e calma, pergunte: Posso ajudar? De que forma fica melhor para você? Inúmeras vezesjá tentaram me ajudar chegando com tudo:“Vamos, eu te ajudo!” e levantam o meu braço até a muleta sair do chão.
Pelo amor de Deus! Ela é o meu apoio e confiança. Deve estar sempre no chão.O que precisa mudar é a visão que as pessoas têm do deficiente e vice-versa. Muitos gostam de entender como é a sua deficiência, como ela aconteceu, e querem, principalmente, ajudar.
O deficiente também tem que ser um pouco mais receptivo com as pessoas que desejam auxiliá-lo e saber orientar todos os procedimentos de maneira correta. Desta forma, todos ficarão unidos e felizes.