PENSAMENTO DO DIA

PENSAMENTO DO DIA: "Tô a fim de fazer compras. Alguém me arruma mais um par de braços?"

28 de mai. de 2011

Tenho cara de assaltante?

         Simplesmente precisei ir ao caixa eletrônico sacar o pouco do R$ que me restava na conta para variar... pagar outra conta (vida de pobre não é fácil). Me ajeitei com todo carinho à frente da fila, afinal Graças à Deus a lei me protege e eu não preciso enfrentá-la...kkk. E chegou a minha vez...
         
         Me posicionei em frente ao teclado e fiquei uns 10 minutos para conseguir pegar os cartões da carteira e quando consegui.... o famoso e complicado cartão de códigos de segurança do banco se lança ao chão...

          E agora o que fazer???
           
          Olhei para o caixa ao lado e lá estava uma linda jovem com os seus 20 e poucos anos, realizando procedimentos bancários da mesma natureza. Infeliz idéia a minha quando pensei em chamá-la:

           - Ei, moça, por favor....
           - Moça, moça....
   
           E só o tinha o silêncio como resposta...

           Quando ela percebeu que era com ela o negócio, ela se apavorou. Olhava de canto de olho para mim com um desespero nos olhos. Eu podia ler os seus pensamentos: "Xiiiiiiiiiiiii... agora ferrou mesmo!

            E eu chamando:

         
            - Ei, moça, por favor....
            - Moça, moça....

             Ela começo a se agitar, mexer as perninhas... sacou o R$ numa velocidade e correu... mas correu mesmo no sentido "corrido" da palavra que nem olhou para trás...

             Ficou eu e o restante da fila com aquela cara de "ué?" Sem saber o que dizer ou fazer depois daquela cena bizarra.... Começamos a rir é claro! Outro rapaz muito bondoso se ofereceu para resgatar o meu cartão do chão, já que eu estava aguardando e a fila atrás de mim também...

              Claro que depois eu fui dar uma olhadinha no caixa da "louca" que pensou que eu era assaltante. Vai que ela esqueceu na pressa o cartão ou alguma notinha??? Eu iria devolver, é claro!!!

               Assaltante, eu??? Realmente até parece!!!

18 de mai. de 2011

Eu preciso de espaço???

Hahahahahaha... Hoje no metrô me aconteceu um "causo" que lembrei na hora de contar para vocês aqui...rs!

Uma velhinha.... pegou o elevador comigo (e já não era a primeira vez) às vezes encontro com ela e ela sempre age da mesma maneira curiosa.

1º - Ela nunca me encara...rs! Parece que tem medo de me olhar nos olhos.

2º - Calada igual a uma pedra. Às vezes tenho a impressão que ela parou de respirar...

3º - Cabeça baixa e olhar fixo ao chão...

4º - Ela só abre a boca quando a porta abre.... e diz rápido, rápido, rápido:  "Eu vou saindo na frente para abrir espaço tá, tchau"...... tutututututu e corre!

??????????????????????????????

O que será que ela pensa: "Deixa eu sair logo antes que ele me atropele"? Ou melhor, "Vou embora antes que ele resolva pedir ajuda"... hahahahaha.

Aí eu já não sei, mas me parece muito bizarro!!!

O que vocês acham???

Agradecimentos!!!

AMIGOS leitores,

Obrigado por todas as mensagens positivas sobre o meu blog e por todos os incentivos, idéias e sugestões para os próximos posts. Percebi que as "velhinhas" ou melhor, senhorinhas que passam pela minha vida tem feito sucesso. Tenho muuuuuuuuuuuitas histórias para contar. Aí vai apenas mais uma delas...

Continuem acompanhando e rindo junto comigo!

Um Abraço!

14 de mai. de 2011

Um deficiente no Metrô....


Pessoal, escolhi como tema de estréia do nosso Blog "Causos do BSouto" O METRÔ. O que para muitos é um tema comum, para um deficiente como eu há muitas histórias para contar acontecidas neste maravilhoso meio de transporte que cruza a cidade de São Paulo. 




Ahhhhhhhhhh... Não esqueça de responder a nossa Enquete (ali do lado Direito)....                                                                  

Você vai descer na Sé???


Como todo bom trabalhador honesto, preciso desembarcar na Estação Sé do metrô de segunda a sexta-feira mais precisamente às 19h...Venho pela linha azul e faço a baldeação na Sé para chegar ao Artur Alvim. Por questão de segurança, tenho que levantar do meu lindo "banco azul" uma Estação antes ou seja, na Liberdade me encaixo no "fluxo do desembarque" e vou....kkk Coitado!


Esses dias, fiquei de pé, me ajeitei segurando muletas, bolsa e ferro do metrô e uma senhora muuuuuuuuuuuuuuito simpática me pergunta: "Você vai descer na Sé"? quando respondi que "sim" a cara de desespero dela me amedrontou e me disse: Como?


Ahhhhhhhhhhhhhhh com minhas asas...kkk. Tenho um compartimento secreto que esconde um parzinho de asas quando necessário...kkk. ]


Por essas e por outras razões, classifico a estação Sé às 19h como um ser vivo chamado "Sénavolta" kkkk.

Como abordar um Deficiente?



A maioria das pessoas não sabe como tratar o deficiente. Parece até que estão prestes a entrar em contato com um ser alienígena recém-caído da nave mãe.Eu tenho deficiência física e me locomovo com a ajuda de muletas,sou jornalista, assistente de comunicação e usuário de transporte público. Já me peguei, em diversas situações, com medo de mim mesmo,só pela reação dos outros.
Você aí, leitor, deve ter pensado: “Ahh…tadinho dele! Além de tudo, sofre com o transporte público!” Não é só você que pensa dessa forma. Já encontrei muitos que agem assim. Recentemente, em uma estação de metrô na Zona Leste de São Paulo, fui perguntar para um dos “guardinhas” que fica monitorando a estação
Eu: Por favor, onde fica o elevador desta estação?
Funcionário: Você vai querer usar?
Eu: Acredito que sim…
Funcionário: Olha, até tem um elevador ali, mas está em construção ainda.
Aí eu pensei “Ahhhhhhhh… tudo bem! Eu sento ali no cantinho e espero a construção terminar, tenho certeza de que meu chefe irá me esperar também…”
Funcionário: Por quê? Você vai usar hoje?
Aí eu pensei “Nãããão! Eu vim aqui todo de social, pronto para trabalhar, só para saber em qual direção está o elevador (em construção)!”
Eu: Faz assim então, por favor,chame algum funcionário para me ajudar na escada rolante, creio que será mais rápido.
A maneira como se aborda uma pessoa com deficiência é de fundamental importância.Sinto que a maioria dos deficientes são agressivos em relação à ajuda oferecida pelo próximo, por supor que ele esteja duvidando de sua capacidade de fazer sozinho.
Como fazer então? Aproxime-se com educação e calma, pergunte: Posso ajudar? De que forma fica melhor para você? Inúmeras vezesjá tentaram me ajudar chegando com tudo:“Vamos, eu te ajudo!” e levantam o meu braço até a muleta sair do chão.
Pelo amor de Deus! Ela é o meu apoio e confiança. Deve estar sempre no chão.O que precisa mudar é a visão que as pessoas têm do deficiente e vice-versa. Muitos gostam de entender como é a sua deficiência, como ela aconteceu, e querem, principalmente, ajudar.
O deficiente também tem que ser um pouco mais receptivo com as pessoas que desejam auxiliá-lo e saber orientar todos os procedimentos de maneira correta. Desta forma, todos ficarão unidos e felizes.